Ethos e estereótipos no discurso dos povos originários: uma Cosmopolítica Decolonial
DOI:
https://doi.org/10.21165/el.v54i2.3817Resumo
Este trabalho busca contribuir com os estudos discursivos sobre o discurso dos povos indígenas, utilizando o aparato teórico da Análise do Discurso de linha francesa. Focamos no discurso indígena sobre a preservação da natureza, evidenciando suas regularidades. Além disso, alinhamos a pesquisa aos estudos decoloniais, que reconhecem a necessidade de superar as heranças da colonização, responsáveis pela subalternização dos povos originários. A análise identifica o ethos do enunciador indígena, ou seja, a imagem que projeta de si e o papel dos estereótipos nesse processo. O corpus é composto por livros de Ailton Krenak e Davi Kopenawa, considerados porta-vozes dos povos indígenas brasileiros. O enunciador indígena projeta-se como conhecedor da natureza, integrando valores da sua cosmovisão e da cultura do “homem branco”. Propomos a noção de Cosmopolítica Decolonial, que critica a exploração colonial e capitalista, emergindo um ethos de alerta, que representa não só a defesa da floresta, mas também a voz de quem ela pede ajuda. Assim, no discurso, os estereótipos indígenas são ressignificados positivamente.
Palavras-chave: análise do discurso; povos indígenas; cosmopolítica decolonial.
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