Ethos e estereótipos no discurso dos povos originários: uma Cosmopolítica Decolonial

Autores

  • Jair Ferrari Júnior Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil https://orcid.org/0000-0002-1668-0835

DOI:

https://doi.org/10.21165/el.v54i2.3817

Resumo

Este trabalho busca contribuir com os estudos discursivos sobre o discurso dos povos indígenas, utilizando o aparato teórico da Análise do Discurso de linha francesa. Focamos no discurso indígena sobre a preservação da natureza, evidenciando suas regularidades. Além disso, alinhamos a pesquisa aos estudos decoloniais, que reconhecem a necessidade de superar as heranças da colonização, responsáveis pela subalternização dos povos originários. A análise identifica o ethos do enunciador indígena, ou seja, a imagem que projeta de si e o papel dos estereótipos nesse processo. O corpus é composto por livros de Ailton Krenak e Davi Kopenawa, considerados porta-vozes dos povos indígenas brasileiros. O enunciador indígena projeta-se como conhecedor da natureza, integrando valores da sua cosmovisão e da cultura do “homem branco”. Propomos a noção de Cosmopolítica Decolonial, que critica a exploração colonial e capitalista, emergindo um ethos de alerta, que representa não só a defesa da floresta, mas também a voz de quem ela pede ajuda. Assim, no discurso, os estereótipos indígenas são ressignificados positivamente.

Palavras-chave: análise do discurso; povos indígenas; cosmopolítica decolonial.

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Publicado

27-02-2026

Como Citar

Ferrari Júnior, J. (2026). Ethos e estereótipos no discurso dos povos originários: uma Cosmopolítica Decolonial: . Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 54(2), 401–421. https://doi.org/10.21165/el.v54i2.3817

Edição

Seção

Artigos