“Não tem uma única forma de cuidar e de educar, né?”: perspectivas de acolhimento para a Educação Infantil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21165/el.v54i2.3895

Resumo

Desde 2020, o Grupo de Acolhimento em Línguas (GAL) tem trabalhado em uma variedade de contextos, apoiando o acolhimento de migrantes de crise em Campinas e região. Um dos campos de atuação mais prolífico do grupo, desde 2021, é um Centro de Educação Infantil (CEI) de Barão Geraldo, junto do qual o GAL tem realizado traduções e interpretações majoritariamente em crioulo haitiano. Com o intuito de explorar os sentidos de diversidade e as possibilidades para a operacionalização de um acolhimento intercultural no contexto, este artigo parte de dois excertos de entrevistas realizadas com a orientadora pedagógica do CEI e com o tradutor-intérprete de crioulo haitiano do GAL gerados para a dissertação da autora deste artigo, tomando a Linguística Aplicada Indisciplinar (Moita-Lopes, 2006) como perspectiva e a narrativa como aparato teórico-metodológico (Bastos; Biar, 2015; Fabrício, 2006). Os resultados, baseados nas análises dos trechos selecionados, apontam para a necessidade de formação adequada aos profissionais que atuam com famílias migrantes; e a importância da presença de intérpretes em contextos em que essas populações estejam presentes.

Palavras-chave: acolhimento em línguas; Educação Infantil; migração de crise.

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Publicado

27-02-2026

Como Citar

Deus, V. C. de. (2026). “Não tem uma única forma de cuidar e de educar, né?”: perspectivas de acolhimento para a Educação Infantil. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 54(2), 339–358. https://doi.org/10.21165/el.v54i2.3895

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Seção

Artigos