“O samba é do povo, que sofre, que sabe o que é a fome”: o que a memória discursiva nos diz sobre?

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DOI:

https://doi.org/10.21165/el.v54i3.3859

Abstract

Este artigo propõe uma análise discursiva do enunciado “O samba é do povo, que sofre, que sabe o que é a fome”, proferido por Beth Carvalho em 2016. A partir da Análise de Discurso de linha francesa, especialmente dos conceitos de Michel Pêcheux, examino como a memória discursiva articula histórica e simbolicamente o samba ao sujeito coletivo chamado “povo”. Ao problematizar os sentidos que emergem dessa designação, busco compreender como o enunciado reinscreve experiências de sofrimento, privação e fome como constitutivas dessa identidade. Assim, discuto como o samba funciona como prática discursiva capaz de dar visibilidade a vivências socialmente marginalizadas e de produzir efeitos de sentido que atravessam tanto o imaginário social quanto as relações de desigualdade que o sustentam.
Palavras-chave: samba; povo; memória discursiva; Análise de Discurso.

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Veröffentlicht

2026-03-10

Zitationsvorschlag

de Oliveira, D. H. (2026). “O samba é do povo, que sofre, que sabe o que é a fome”: o que a memória discursiva nos diz sobre?. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 54(3), 610–625. https://doi.org/10.21165/el.v54i3.3859

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