O que os critérios metodológicos adotados podem nos dizer sobre o comportamento de medidas prosódicas?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21165/el.v54i3.3809

Resumo

Este trabalho metodológico compara o efeito da unidade de análise em descritores estatísticos da frequência fundamental (F0). Amostras de fala foram segmentadas em uma unidade maior que a sílaba (compatível com a noção de “sintagma entoacional”) e uma unidade menor que a sílaba (vogais). Calculou-se a mediana, o desvio-padrão e o valor de base de F0 em Hertz para ambas as unidades. Encontraram-se diferenças estatísticas entre as unidades, com valores médios de mediana e desvio-padrão de F0 maiores nas unidades ao nível do sintagma entoacional em comparação às vogais. Em contrapartida, o valor de base de F0 é maior nas vogais. Esses resultados refletem características prosódicas das unidades de análise. Excursões melódicas amplas são melhor representadas pela unidade com maior extensão temporal, enquanto as vogais são mais influenciadas pela micromelodia, evidenciando a importância da homogeneidade em análises comparativas.
Palavras-chave: unidade analítica; metodologia experimental; prosódia.

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Biografias Autor

Renata Passetti, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, São Paulo, Brasil

Doutora em Linguística na Universidade Estadual de Campinas (2018). Possui título de Mestra (2015) e Bacharela em Linguística (2012) pela mesma instituição. Tem experiência na área de Fonética Acústica e como interesse os estudos em Fonética Forense. Desenvolve pesquisas sobre qualidade de voz e sobre os efeitos da transmissão telefônica de linhas móveis (celulares) e de aplicativos de mensagem de áudio no sinal da fala, com ênfase no estudo de modificações acústico-perceptivas e estilísticas ocorridas no sinal da fala em função de contexto telefônico. É pesquisadora de Pós-Doutorado na Universidade Federal de São Carlos. 

Pablo Arantes, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, São Paulo, Brasil

Doutor (2010) e Bacharel (2003) em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Interesses de pesquisa principais: (1) descrição fonético-acústica detalhada de fenômenos linguísticos, especialmente os prosódicos, (2) desenvolvimento de ferramentas computacionais e estatísticas necessárias para a atividade descritiva e (3) aplicações de conhecimento linguístico para a fonética forense. Coordena o Laboratório de Fonética da UFSCar e lidera o grupo de pesquisa "FALA: a fonética dos gestos à prosódia", cadastrado no DGP do CNPq.

Publicado

2026-03-10

Como Citar

Passetti, R., & Arantes, P. (2026). O que os critérios metodológicos adotados podem nos dizer sobre o comportamento de medidas prosódicas?. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 54(3), 751–764. https://doi.org/10.21165/el.v54i3.3809

Edição

Secção

Artigos