Ausência de assimilação de vozeamento no português como L2 por anglófonos – uma análise via Teoria da Otimidade

Miley Antonia Almeida Guimarães

Resumo


Este artigo trata da análise, via Teoria da Otimidade (PRINCE; SMOLENSKY, 1993; MCCARTHY; PRINCE, 1995), da ausência de assimilação regressiva de vozeamento no português como segunda língua por aprendizes anglófonos. Verificou-se que o tempo de residência no Brasil foi o fator mais significativo para a produção do vozeamento da fricativa alveolar, embora a variação tenha persistido mesmo nos dados de falantes mais experientes, com tempo de residência
no país superior a dez anos. Pela análise por meio do modelo baseado em restrições proposto pela Teoria da Otimidade, foi possível constatar a interação entre processos de marcação e de transferência do ranqueamento de restrições do inglês para a interlíngua do aprendiz.


Palavras-chave


Português como segunda língua; fonologia segmental; Teoria da Otimidade.

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