A realização do sujeito pela elite paulistana do início do séc. XX

Hélcius Batista Pereira

Resumo


O presente trabalho analisa a trajetória dos sujeitos vazios e expressos na norma linguística efetivamente utilizada pela elite paulistana, em fins do século XIX até a década de 1930, quando São Paulo recebeu grande afluxo de imigrantes usuários de “línguas de sujeito nulo”. A análise de corpora linguísticos nos levou a concluir que a elite, apesar de fazer um maior u so do sujeito vazio, já incrementava o uso dos expressos, fenômeno já bem avançado no dialeto caipira. Tal comportamento é explicado por fatores estruturais internos à língua, e também expressa, do ponto de vista histórico-social, uma clara opção por uma forma linguística que se opunha à
norma dos imigrantes, tal qual previsto no habitus da elite.


Palavras-chave


parâmetro do sujeito nulo, História Social da linguagem; dialeto da elite paulistana, habitus linguístico; Pierre Bourdieu.

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