O sujeito urbano e a notícia impressa – novos percursos de leitura

Telma Domingues da Silva

Resumo


Este artigo é parte de uma reflexão sobre a significação do jornal para o sujeito urbano e a sua presença na cidade, no espaço urbano, empreendida a partir do instrumental teórico e metodológico da Análise de Discurso. Dada a distinção proposta por Orlandi (2001a) entre constituição, formulação e circulação dos discursos, parto de uma compreensão de jornal como texto (SILVA, 2011): o jornal tem sido um modo pelo qual a prática discursiva da imprensa formula-se, voltando-se ao sujeito urbano. Na migração do jornal para o digital, podemos questionar como se produz a sua unidade textual e a identificação do sujeito urbano pela atualidade. 


Palavras-chave


prática jornalística; sujeito urbano; discurso digital.

Texto completo:

PDF

Referências


AUROUX, S. A Revolução Tecnológica da Gramatização. Campinas: Editora da UNICAMP, 1992. 144 p.

BUENO, W. C. O jornalismo como disciplina científica: contribuição de Otto Groth. São Paulo: ECA/ USP, 1972. 32 p.

COSTA, C. T. Analógicos versus digitais. Revista de Jornalismo ESPM/Columbia Journalism Review, São Paulo, p. 12-23, Jul./Ago./Set. 2012.

DIAS, C. P. E-Urbano: a forma material do eletrônico no urbano. In. DIAS, C. E-urbano: Sentidos do espaço urbano/digital [online]. 2011, Consultada: . Laboratório de Estudos Urbanos Labeurb.

DIAS, C. Linguagem e tecnologia: uma relação de sentidos. In: PETRI, V.; DIAS, C. P. (Org.). Análise de Discurso em perspectiva: teoria, método e análise. Santa Maria: UFSM, 2013. p. 49-62.

DIAS, C. O ensino, a leitura e a escrita: sobre conectividade e mobilidade. In: Entremeios – Revista de Estudos do Discurso, v. 9, p. 1-14, jul. 2014. Disponível em: . Acesso em: 07 set. 2015.

UNICAMP. Acesso em: 07 set. 2015.

ORLANDI, E. Interpretação. Petrópolis, Vozes, 1996. 150 p.

ORLANDI, E. Discurso e texto, Campinas: Ed. Pontes, 2001a. 218 p.

ORLANDI, E. (Org.). Cidade atravessada, Campinas: Pontes, 2001b. 180 p.

ORLANDI, E. O que é Linguística. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2009. (Coleção Primeiros Passos). 78 p.

PÊCHEUX, M. O discurso: estrutura ou acontecimento. Tradução de Eni Pulcinelli Orlandi. Campinas: Pontes. 1997. 36 p.

PÊCHEUX, M. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Tradução de Eni Pulcinelli Orlandi et al. Campinas: Ed. da Unicamp, 1988. 317 p.

PÊCHEUX, M. (1969) “Análise automática do discurso”. In: GADET, F.; HAK, T. (Orgs). Por uma análise automática do discurso – uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Tradução de Bethânia Mariani et al. Campinas: Editora da UNICAMP, 1990. p. 61-161.

SILVA, T. D. “Os manuais de imprensa: da redação à circulação pública”. In: ORLANDI, E. (org.). História das Idéias Lingüísticas no Brasil. Campinas: Pontes, 2001. 307 p.

SILVA, T. D. “A língua na escrita jornalística”. In: GUIMARÃES, E. (org.). Produção e circulação do conhecimento. Campinas: Pontes, 2001. 267 p.




DOI: https://doi.org/10.21165/el.v45i3.817

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2016 Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978)