Noel Rosa e Carlos Drummond de Andrade: a criação do sujeito lírico outsider na cultura brasileira

Mayra Pinto

Resumo


Do paradigma discursivo comum – humor, ironia e tom coloquial/marcas do discurso falado – à literatura e à canção das décadas de 20 e 30 do século XX, nasceu a linhagem poética do sujeito lírico outsider, que engendrou uma voz semelhante na obra de Noel Rosa, sobretudo naquela centrada no eu-lírico do sambista, (produzida entre 1929-1937) e nos dois primeiros livros de Carlos Drummond de Andrade, Alguma Poesia (1930) e Brejo das Almas (1934). Este
artigo propõe a análise comparativa de alguns aspectos dessas obras a fim de compreender quais intersecções enunciativas contribuíram para a invenção de uma linhagem poético-discursiva comum à literatura e à canção popular urbana no mesmo momento histórico brasileiro. Além das teorias enunciativas de viés bakhtiniano, o conceito de humorismo, criado por Luigi Pirandello, será a base para averiguar como essas intersecções foram construídas tanto estilística quanto axiologicamente.


Palavras-chave


Noel Rosa; Carlos Drummond de Andrade; ironia; humor; tom coloquial.

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