A mulher negra em “Quantos filhos Natalina teve?”: discurso racista, representatividade e (in)visibilidade desse corpo na história contemporânea

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.21165/el.v54i3.3852

Resumen

Esta pesquisa objetiva descrever e analisar enunciados que evidenciam como a representatividade e a visibilidade constituem necessidades sociais, considerando dimensões físicas, sociais e culturais, bem como práticas discursivas visuais, verbais e multimodais, aos quais possibilitam a inscrição identitária e promovem o efeito de pertencimento a determinados nichos sociais. O corpus desta pesquisa constitui-se pelo conto “Quantos filhos Natalina teve?”. Por meio desse gênero discursivo, caracterizado por sua narrativa breve, investigaremos a protagonista, uma mulher negra, a partir das formações discursivas que emergem no conto, assim como suas produções de subjetivação. Para isso, serão analisados trechos da obra com base nos pressupostos de Pêcheux (1997), Orlandi (2009, 2012) e Conceição Evaristo (2016). Os resultados indicam que a personagem se mostra dissidente, ao escapar e estabelecer rupturas com os paradigmas sociais do que é considerado aceitável para uma mulher na sociedade patriarcal.
Palavras-chave: Análise do Discurso; mulher Negra; identidade.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Jéssika Aparecida Santos Ferreira, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Goiânia, Goiás, Brasil

Mestranda em Língua, Literatura e Interculturalidade (UEG), sendo bolsista de produtividade da CAPES. Especialista em Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Artes. Possui Licenciatura em Letras pela Universidade Estadual de Goiás, UnU Jussara (2022) e Pedagogia na Universidade Paulista (2024). Tem experiência no Ensino Fundamental e Médio com as disciplinas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa.

Luana Alves Luterman, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Goiânia, Goiás, Brasil

Possui graduação em Letras- Português/ Vernáculas pela Universidade Católica de Goiás (UCG) (2004). É especialista em Formação de Professores de Língua Portuguesa pela Universidade Católica de Goiás (UCG) (2005). É mestre em Linguística (Análise do Discurso) pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (UFG) (2009). É doutora em Linguística (Análise do Discurso) pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (UFG) (2014). É pós-doutora pela Universidade Federal de Goiás (UFG) (2016) - supervisora: Eliane Marquez da Fonseca Fernandes. É pós-doutora pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar - PNPD/CAPES) (2018) - supervisora: Luzmara Curcino Ferreira. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Lingüística, atuando principalmente nos seguintes temas: Análise de Discurso, Lingüística, Cinema, Tridimensionalidade, Práticas de Ensino de Língua Portuguesa e Educação. Tem experiência no Ensino Superior em cursos de graduação em Letras, Secretariado Executivo, Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Jornalismo e Marketing. Atuou em diversos cursos de pós-graduação lato sensu vinculados à UEG e a um da UFG. É professora da UEG - UnU Inhumas - e do POSLLI (Pós-Graduação Stricto Sensu em Língua, Literatura e Interculturalidade), no Câmpus Cora Coralina (Cidade de Goiás), vinculado à UEG.

Publicado

2026-03-10

Cómo citar

Ferreira, J. A. S., & Luterman, L. A. (2026). A mulher negra em “Quantos filhos Natalina teve?”: discurso racista, representatividade e (in)visibilidade desse corpo na história contemporânea. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 54(3), 626–641. https://doi.org/10.21165/el.v54i3.3852

Número

Sección

Artigos