Eu sei o que é mas eu não sei falar

Maria Irma Hadler Coudry, Júlia Dias

Resumo


Este texto focaliza o estudo da afasia como tradução, tomando o caso de uma mulher afásica (MP), com lesão nas regiões parieto-temporo-occipitais esquerdas do cérebro, que apresenta dificuldades de fala, leitura e escrita. Sei o que é, mas não sei falar, é como ela se refere à sua condição de afásica. Tem as palavras na cabeça e na ponta da língua, mas a afasia dificulta que as realize verbalmente. O objetivo do texto é (re)pensar o que se tem formulado como processos alternativos de significação que ocorrem no discurso do afásico, tomando a tradução inter e intrasemiótica para expressar a linguagem verbal. Para tanto, apresentaremos dados em que MP traduz fala por gesto, por desenho e por escrita, que são caminhos alternativos que encontra para dizer. A metodologia, de base heurística, tem o processo como foco da análise e, a partir desta, foi possível flagrar um conjunto representativo de dados-achados que iluminam o olhar do investigador sobre a linguagem na afasia e movimentam a teorização que se vislumbra.


Palavras-chave


Neurolinguística Discursiva. Afasia. Tradução. Processos Alternativos de Significação.

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DOI: https://doi.org/10.21165/gel.v16i2.2420

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