Tiras cômicas em suportes digitais

Paulo Ramos

Resumo


Muitos dos gêneros impressos têm migrado para os suportes virtuais com o rápido avanço das tecnologias de informação. Essa transição de lócus lança novas questões aos analistas textuais. Duas delas: 1) quais as alterações que ocorrem na mudança de um mesmo texto veiculado nos suportes impresso e virtual?; 2) a mudança de suporte altera o gênero? Responder a essas questões está entre os objetivos deste artigo. O estudo irá se valer do gênero tira cômica para trabalhar o tema. A escolha do objeto se pautou no ambiente plural de circulação dessa forma de história em quadrinhos: é veiculada contemporaneamente tanto em papel quanto nas mídias virtuais. A análise irá se centrar em pesquisas textuais-discursivas que procuram apresentar explicações para o comportamento dos gêneros no ambiente virtual.


Palavras-chave


Tiras Cômicas; Suporte; Gênero

Texto completo:

PDF

Referências


BONINI, A. Mídia / suporte e hipergênero: os gêneros textuais e suas relações. Revista Brasileira de Linguística Aplicada. Belo Horizonte, v. 11, n. 3, p. 679-704, 2011. Disponível em: . Acesso em: 9 nov. 2014.

CARVALHO, N.; KRAMER, R. A linguagem no Facebook. In: SHEPHERD, T. G.; SALIÉS, T. G. (Org.). Linguística da internet. São Paulo: Contexto, 2013. p. 85-92.

CATTO, N. R. Uma análise crítica do gênero multimodal tira em quadrinho: questões teóricas, metodológicas e pedagógicas. 110 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, 2012.

DEBRAY, R. Curso de midiologia geral. Petrópolis: Vozes, 1993.

DEBRAY, R. Manifestos midiológicos. Petrópolis: Vozes, 1995.

GOMES, C. Bichinhos de Jardim. Disponível em: www.bichinhosdejardim.com Acesso em: 9 nov. 2014a.

GOMES, C. Bichinhos de Jardim. Segundo Caderno. O Globo. 15 out. 2014b. p. 9.

LINS, M. P. P. O humor nas tiras de quadrinhos: uma analise de alinhamentos e enquadres em Mafalda. Vitória: Grafer, 2002.

MAGALHÃES, H. Humor em pílulas: a força criativa das tiras brasileiras. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2006.

MAINGUENEAU, D. Análise de textos de comunicação. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

MARCELINO, M. M. Toda Mafalda: um estudo de estratégias linguístico-discursivas da comicidade. 144 f. Dissertação (Mestrado em Língua Portuguesa) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2003.

MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

NEPOMUCENO, T. Sob a ótica dos quadrinhos: uma proposta textual-discursiva para o gênero tira. 143 f. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, 2005.

NICOLAU, V. Tirinhas & mídias digitais: a transformação deste gênero pelos blogs. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2013.

NOEL, M. Gi & Kim. (s/d) Disponível em: http://www.giekim.com/ Acesso em: 10 nov. 2014.

OLIVEIRA, M. R. Interações na blogosfera. In: SHEPHERD, T. G.; SALIÉS, T. G. (orgs.). Linguística da internet. São Paulo: Contexto, 2013. p. 157-179.

RAMOS, P. Faces do humor: uma aproximação entre piadas e tiras. Campinas, SP: Zarabatana

Books, 2011.

RAMOS, P. A leitura dos quadrinhos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2012.

RAMOS, P. Tiras livres: um novo gênero dos quadrinhos. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2014a.

RAMOS, P. Pontos de fuga: registros do processo de alargamento do formato das tiras. 9a Arte: revista brasileira de pesquisas em histórias em quadrinhos, São Paulo, v. 3, n. 1, p. 85-103, 2014b. Disponível em: http://www2.eca.usp.br/nonaarte/ojs/index.php/nonaarte/article/view/96/118. Acesso em: 9 nov. 2014.

SOUZA JÚNIOR, R. C. Referenciação e humor em tiras do Gatão de Meia Idade, de Miguel Paiva. 139 f. Tese (Doutorado em Língua Portuguesa) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012.

TAMBELLI, A. L. R. As tiras do Laerte no Classifolha dominical: uma abordagem sociossemiótica. 344 f. Tese (Doutorado em Semiótica e Linguística Geral) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.

TÁVORA, A. D. F. Construção de um conceito de suporte: a matéria, a forma e a função interativa na atualização de gêneros textuais. 183 f. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, 2008.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2016 Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978)