A produção lexical arnaldiana: uma via de vislumbrar a constituição do estilo

Sirlene Cíntia Alferes

Resumo


Embora o sistema linguístico, conforme postulado por Saussure (2006 [1916]), comporte as possibilidades de (re)criação simbólica, a relação analógica que fundamenta essas possibilidades é da ordem do singular, da efemeridade, da contingência, do acontecimento da língua, porque tem a ver com o sujeito que (se) enuncia (ao dizer) e com aquilo que lhe vem via associações linguageiras. Assim, dado que a escrita de Arnaldo Antunes é marcada pela experimentação linguística, via (re)criação simbólica, torna-se pertinente analisar como se dá esse processo que denomino “brinca(dei)r(a) com o simbólico”. Um(a) brinca(dei)r(a) que é constitutiva do estilo arnaldiano. Para tanto, embaso-me nos pressupostos teóricos da Linguística da Enunciação, notadamente os estudos de Émile Benveniste, e alguns aspectos da Morfologia referentes às formações de palavras.


Palavras-chave


enunciação; escrita; estilo; (re)criação simbólica.

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