Uma visão da gramática na vivência da linguagem

Maria Helena de Moura Neves

Resumo


O texto reflete sobre a pergunta: Como um povo teria chegado a uma situação de cultura em que se entendesse que haveria um manual de gramática a ser preparado? A tradição nos ensina que isso se fez na Grécia, e no período helenístico, portanto em um momento de desmoronamento dos padrões da língua considerada “pura”, o que já mostra o ensejo da obra. A premissa é que, com certeza, não se teria elaborado uma gramática da língua entre um povo que não tivesse uma atividade de produção linguística a ensejar reflexão sobre a linguagem, e também que não tivesse uma vivência de linguagem rica a ponto de produzir criações que, como
vemos historicamente, atravessaram séculos, representando o que de mais pessoal e reflexivo pode existir em modos de expressão linguística.


Palavras-chave


Vivência de Linguagem; Visão de Língua; Criação de Gramática.

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