A concepção mítica perpetuada no sertão de Inhamuns: uma leitura do espaço e do tempo no conto “A espera da volante”, de Ronaldo Correia de Brito

Érica Alves Rossi

Resumo


O presente artigo faz uma análise do conto “A espera da volante”, de Ronaldo Correia de Brito, publicado no livro Faca (2009), a partir das categorias narrativas de espaço e de tempo e seu engendramento na construção das personagens. Buscou-se compreender como as três categorias, aliando-se a uma concepção mítica, filiam tal produção a uma compreensão do sertão consagrada com Guimarães Rosa, ao mesmo tempo em que se mostra contemporânea à nova ficção regionalista brasileira.


Palavras-chave


Ronaldo Correia de Brito; regionalismo; conto; espaço; mito

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DOI: https://doi.org/10.21165/el.v46i3.1562

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