Discursos, mídias, práticas e regimes de crença

Jacques Fontanille

Resumo


As mídias exploram todos os planos de imanência. Mesmo limitando-se ao “texto” midiático, é difícil excluir dele os objetos e as tecnologias que o suportam, as práticas de recepção que o determinam, sem falar das estratégias de publicação e de edição, e até dos valores e identidades de marca que as subsumem. Além disso, a instância de discurso e de enunciação, por construírem as semioses midiáticas, devem adotar os “regimes de crença” que condicionam a implementação da veridicção textual.  Esses regimes de crença são, em geral, incluídos nas determinações de gênero e de tipo semiótico, mas no caso das mídias, enfrentamos, dentro desta concepção, duas dificuldades: (1) a quantidade de tipos semióticos encontrados nas mídias e (2) a aparição recente de regimes de crença transversais e globalizados (o documento, o jogo, a didática e a ficção), que não se fixam mais a um gênero ou a um tipo. Essas dificuldades levantam questões, para além mesmo dos meios de comunicação, sobre o nível de ancoragem social dos regimes de crença midiáticos: formas de vida? Modos de existência social? Semiosferas? As mídias ocupam um espaço muito particular na cultura contemporânea, que exige uma abordagem em vários níveis.


Palavras-chave


Regimes de Crença. Práticas Semióticas. Discurso. Mídia.

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DOI: https://doi.org/10.21165/gel.v16i3.2608

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