A leitura de textos científicos na escola como acesso à cidadania
DOI:
https://doi.org/10.21165/gel.v22i2.4019Schlagworte:
Texto científico, Leitura, Escola Básica, CidadaniaAbstract
O presente trabalho propõe considerar a leitura de textos da esfera científica como uma atividade de formação cidadã que se torna possível desde a escola básica. Tomando a previsão curricular de que textos científicos e de divulgação científica devem compor as atividades de leitura das aulas de língua portuguesa, por força da Base Nacional Comum Curricular e do Campo das Práticas de Estudo e Pesquisa (Brasil, 2018), discute-se a relação indissociável entre ler a ciência e acessar a vida cidadã e democrática. Para tanto, toma-se parâmetros teóricos dos estudos em Linguística Textual (Koch, 1997; 2013; Elias, 2016; Bentes, 2024), com enfoque em leitura (Marcuschi, 2002; Brambila; Elias, 2023; Hübner; Souza, 2024) e interface com o campo do letramento científico (Motta-Roth, 2011; Silva, 2016; Cunha, 2017; Brambila, 2024). Resultados da proposta apontam a existência de norteadores voltados à customização de atividades de leitura em textos da esfera científica, a fim de transformá-las em contextos facilitadores à promoção do letramento científico, da cidadania e de relações emancipatórias entre o leitor, o texto e o conhecimento cientificamente construído.
Downloads
Literaturhinweise
AYALA, F. J. Introductory essay: the case for scientific literacy. World Science Report, Paris: UNESCO, 1996. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000102930. Acesso em: 17 jul. 2025.
BAKHTIN, M. O enunciado como unidade da comunicação discursiva. Diferença entre essa unidade e as unidades da língua. In: BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011. p. 270-306.
BENTES, A. C. Texto. In: AZEVEDO, T. M.; FLORES, V. N. Estudos do discurso: conceitos fundamentais. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2024. p. 329-352.
BRAMBILA, G.; ELIAS, V. O Campo das Práticas de Estudo e Pesquisa e suas implicações para a leitura na escola básica. Percursos Linguísticos, v. 12, n. 35, p. 64-84, 2023.
BRAMBILA, G. O texto como aporte de vetores do letramento científico. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 18, p. e1859, 2024.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Ministério da Educação, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 17 jul. 2025.
BYBEE, R. W. Achieving scientific literacy. The Science Teacher, Arlington (Estados Unidos): National Science Teachers Association, v. 62, n. 7, p. 28-33, 1995.
CAUBET, Y. F. El texto académico como género discursivo y su enseñanza em la educación terciaria. Palabra Clave (La Plata), v. 5, n. 2, 2015, p. 1-8. Disponível em: https://brapci.inf.br/v/63876. Acesso em: 17 jul. 2025.
CUNHA, R. B. Alfabetização científica ou letramento científico?: interesses envolvidos nas interpretações da noção de scientific literacy. Revista Brasileira de Educação, v. 22 n. 68, jan.-mar. 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782017226809. Acesso em: 17 jul. 2025.
EDITORA MODERNA. Moderna plus: linguagens e suas tecnologias: manual do professor.1. ed. São Paulo: Moderna, 2020.
ELIAS, V. M. Estudos do texto, multimodalidade e argumentação: perspectivas. Revista Virtual de Estudos da Linguagem, edição especial, v. 14, n. 12, 2016, p. 191-206. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/42200/1/2016_art_vmselias.pdf. Acesso em: 17 jul. 2025.
FEINSTEIN, N. Salvaging science literacy. Science Education, Hoboken (Estados Unidos): John Wiley & Sons, v. 95, n. 1, p. 168-185, 2010.
HÜBNER, L. C.; SOUSA, L. B. Leitura. In: AZEVEDO, T. M.; FLORES, V. N. Estudos do discurso: conceitos fundamentais. 1. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2024.
p. 220-237.
KOCH, I. V. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
KOCH, I. V. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Editora Cortez, 2013.
MARCUSCHI, L. A. Compreensão de texto: algumas reflexões. In: DIONÍSIO, A. P.; BEZERRA, M. A. O livro didático de português: múltiplos olhares. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2002. p. 48-61.
MOTTA-ROTH, D. Letramento científico: sentidos e valores. Notas De Pesquisa, p. 12-25, 2011. Disponível em https://periodicos.ufsm.br/nope/article/view/3983. Acesso em: 17 jul. 2025.
OLIVEIRA, K. L.; SANTOS, A. A. A.; PRIMI, R. Estudo das relações entre compreensão em leitura e desempenho acadêmico na universidade. Interação em Psicologia, v. 7, n. 1, p. 19-25, 2003. DOI: https://doi.org/10.5380/psi.v7i1.3203.
ROJO. R. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004, p. 1-8.
SANTOS, W. L. P. Educação científica na perspectiva de letramento como prática social: funções, princípios e desafios. Revista Brasileira de Educação, v. 12, n. 36, 2007, p. 474-550. Disponível em https://www.scielo.br/j/rbedu/a/C58ZMt5JwnNGr5dMkrDDPTN/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 17 jul. 2025.
SILVA, W. R. Letramento científico na formação inicial do professor. Revista Práticas de Linguagem, v. 6 especial, p. 8-23, 2016. Disponível em https://wagnerodriguesilva.com.br/labgram/adm/documentos/artigos_cientificos/ufjF-2016.pdf. Acesso em: 17 jul. 2025.
SOUZA, R. J.; COSSON, R. Letramento literário: uma proposta para sala de aula. Acervo digital da Unesp, p. 101-107, 2013. Disponível em https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/40143/1/01d16t08.pdf. Acesso em: 17 jul. 2025.
Downloads
Veröffentlicht
Zitationsvorschlag
Ausgabe
Rubrik
Lizenz
Copyright (c) 2026 Revista do GEL

Dieses Werk steht unter der Lizenz Creative Commons Namensnennung - Nicht-kommerziell 4.0 International.
Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.
A REVISTA DO GEL não cobra taxa de submissão ou de editoração de artigos (articles processing charges – APC).
Os critérios gerais de direitos autorais da REVISTA DO GEL estão dispostos no termo de direitos autorais que cada autor aceita ao submeter seu trabalho no periódico. Como regra geral o periódico utiliza as regras CC BY-NC da Creative Commons (regra disponível em: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/legalcode)
