Protagonismo juvenil e práticas semióticas: exame de algumas propostas da teoria

Daniel Carmona Leite

Resumo


Neste artigo, examinamos algumas das principais propostas teóricas da área da semiótica no que diz respeito às práticas. Realizamos tal empreendimento com vistas a um diálogo teórico com a metodologia educativa do protagonismo juvenil, cuja popularidade aumentou nas últimas décadas no Brasil. Em um primeiro momento, descrevemos a proposta de Fontanille, que depreende diferentes níveis de imanência nas manifestações textuais. Em seguida, dedicamo-nos a observar a teoria de Landowski, cujas formulações visam dar conta de diferentes regimes de interação, integrando à teoria noções como risco e programação. Por fim, recuperamos algumas propostas de Greimas no tocante ao estudo da gestualidade, vendo-as em perspectiva com postulações feitas por Tatit. 


Palavras-chave


práticas semióticas; protagonismo juvenil; narratividade, ação; educação

Texto completo:

PDF

Referências


BAILLY, A. Dictionnaire Grec-Français. Paris: Hachette, 1935. Disponível em: https://archive.org/details/BaillyDictionnaireGrecFrancais. Acesso em: 01 jul. 2018.

COSTA, A. C. G. da. Juventude popular urbana: educação, cultura, trabalho: a parceria entre ONGs de base comunitária e empresas: o case ACJ Brasil United-Way. São Paulo: Associação Caminhando Juntos – ACJ, 2007.

COSTA, A. C. G. da. Protagonismo juvenil: adolescência, educação e participação democrática. Salvador: Fundação Odebrecht, 2000.

DELORS, J. et al. Educação, um tesouro a descobrir: relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI. Brasília: Setor de Educação da Rep. da Unesco no Brasil, Fund. Faber-Castell, 2010. Tradução G. J. de Freitas Teixeira. Disponível em: http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.pdf. Acesso em: 28 jan. 2018.

FONTANILLE, J. Pratiques sémiotiques. Paris: Presses Universitaires de France, 2008.

LANDOWSKI, E. Interações arriscadas. Tradução L. H. O. da Silva. São Paulo: Estação das Letras e Cores: Centro de Pesquisas Sociossemióticas, 2014.

GREIMAS, A. J. Sobre o sentido II: ensaios semióticos. Tradução D. Ferreira da Cruz. São Paulo: Nankin: Edusp, 2014.

GREIMAS, A. J. Da imperfeição. Tradução A. C. de Oliveira. São Paulo: Hacker Editores, 2002.

GREIMAS, A. J. Sobre o sentido: ensaios semióticos. Tradução A. C. Cruz Cesar et al. Petrópolis: Vozes, 1975.

GREIMAS, A. J.; COURTÉS, J Dicionário de semiótica. 2. ed. 1. reimp. Tradução A. Dias Lima et al. São Paulo: Contexto, 2012.

HOUAISS, A.; VILLAR, M. de S. Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 2. reimp. Rio de Janeiro: Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, Objetiva, 2007.

PORTELA, J. C.; SCHWARTZMANN, M. N. A noção de gênero em semiótica. In: PORTELA, J. C. et al. (org.). Semiótica: identidade e diálogos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012.

p. 69-95.

PORTELA, J. C. et al. (org.). Semiótica: identidade e diálogos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. p. 69-95.

TATIT, L. Semiótica à luz de Guimarães Rosa. São Paulo: Ateliê Editorial, 2010.

TATIT, L Todos entoam: ensaios, conversas e lembranças. 2. ed. Cotia: Ateliê Editorial, 2014.

ZILBERBERG, C. Razão e poética do sentido. Tradução I. C. Lopes; L. Tatit e W. Beividas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006.




DOI: https://doi.org/10.21165/el.v48i3.2222

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978)