Fraseotermos de língua espanhola na denominação da avifauna do Pantanal Sul-mato-grossense: um estudo com base em materiais ornitológicos

Autores

Palavras-chave:

Fraseoterminologia, fraseotermo, Ornitologia, Pantanal

Resumo

Este artigo pretende apresentar os resultados preliminares de um estudo sobre fraseotermos da língua espanhola usados para denominar a avifauna do Pantanal Sul-mato-grossense, a partir de dados extraídos de materiais digitais ornitológicos. O trabalho apoia-se nos pressupostos teóricos e metodológicos da Teoria da Denominação (PETIT, 2009), da Terminologia (CABRÉ, 1998), da Socioterminologia (GAUDIN, 1993) e da Fraseologia (GONZÁLEZ-REY, 2015). Cada denominação é considerada, no domínio da Terminologia, como termo. No caso de uma análise de fraseologismos, o termo adequado para nomear as colocações terminológicas é fraseotermo. Os primeiros resultados mostram que os fraseotermos que nomeiam as aves do Pantanal sofrem uma forte influência sociocultural, o que corrobora a necessidade de um trabalho fraseoterminológico com base em critérios científicos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Thierry Delmond, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

Possui Mestrado em Engenharia das Formações em saúde- Université Paris 13 Campus de Bobigny (2015). Foi Professor de Francês Língua Estrangeira de 2015 até 2017 no NEL da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e na Aliança Francesa de Campo Grande para alunos de nível A1 até C1. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Estrangeiras Modernas. Estou fazendo um Doutorado em Letras, Linguistica, no domínio de especialidade da Terminologia na UFMS/CPTL

Elizabete Aparecida Marques, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

Elizabete Aparecida Marques possui Graduação em Letras, Habilitação em Português e Espanhol (1991), e Mestrado em Estudos Linguísticos (2001) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de São José do Rio Preto, São Paulo. É Doutora em Linguística Aplicada pela Universidad de Alcalá de Henares (Espanha, 2007) e realizou Estágio Pós-Doutoral em Fraseologia pela Université Paris 13 (França, 2013), tendo atuado no Laboratório LDI (Lexiques, Dicctionnaires, Informatique). Atualmente é professora Associada da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, onde atua como docente e pesquisadora no Curso de Letras e nos Programas de Mestrado em Estudos de Linguagens e Mestrado e Doutorado em Letras. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Espanhola, atuando principalmente nos seguintes temas: fraseologia, fraseologia cognitivo-contrastiva, fraseografia e ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras (espanhol). Atual vice coordenadora do Grupo de Trabalho em Lexicologia, Lexicografia, Terminologia e Terminografia (GTLEX) da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Linguística e Letras (ANPOLL). Também é membro da Associação Brasileira de Fraseologia.

Referências

A BÍBLIA. Gênesis 1, 3-5. 2008. Bíblia Online. Disponível em https://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/1/3-5+. Acesso 04 fev. 2020.

AULETE. dicionário online. Disponível em: http://www.aulete.com.br. Acesso em: 10 set. 2020.

AVIBASE. The World Bird Database. Disponível em: https://avibase.bsc-eoc.org/avibase.jsp. Acesso em: 20 jul. 2020.

BARROS, L. A. Curso básico de Terminologia. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004.

BARROS, L. A. Conhecimentos de terminologia geral para a prática tradutória. Sao José do Rio Preto: NovaGraf, 2007.

BIDERMAN, M. T. C. Os dicionários na contemporaneidade: arquitetura, métodos e técnicas. In: OLIVEIRA, A. M. P. P.; ISQUERDO, A. As ciências do léxico: lexicologia, lexicografia, terminologia, v. 2, 2001.

BOUDIN, M. H. Dicionário de tupi moderno: Dialeto tembé-ténetéhar do alto do rio Gurupi. São Paulo: Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1978.

BOURIGAULT, D. ; SLODZIAN, M. Pour une terminologie textuelle. Terminologies nouvelles, v. 19, p. 29-32, 1999.

CABRÉ, M. T. Terminologie: théorie, méthode et applications. Ottawa: Les presses de l'Université́ d'Ottawa, Armand Colin, 1998.

REAL ACADEMIA ESPAÑOLA. Diccionario de la Lengua Española. Disponível em: https://dle.rae.es. Acesso em: 20 set. 2020.

DICOLATIN. Disponível em: http://www.dicolatin.com. Acesso em: 20 set. 2020.

GAUDIN, F. Socioterminologie. Une approche sociolinguistique de la terminologie. Bruxelles: Éditions Duculot, 2003.

GAUDIN, F. Pour une Socioterminologie. Rouen: Publication de l’université de Rouen, 1993.

GOUADEC, D. Extraction, description, gestion e explication de entités phraséologiques. Terminologies Nouvelles, 10, Bélgica, RINT, p. 83-91, 1993.

FERNANDES, I. M.; SIGNOR, C. A.; PENHA, J. Biodiversidade no Pantanal de Poconé. Cuiabá: Centro de Pesquisa do Pantanal, p. 36-38, 2010.

FRISCH, J. D. FRISCH, C. D. Aves brasileiras e plantas que as atraem. Dalgas Ecoltec, 2005.

GONZÁLEZ REY, M. I. La phraséologie du français. Toulouse: Presses universitaires du Mirail, 2015.

JOBLING, J. A. Helm dictionary of scientific bird names. A&C Black, 2010.

LERAT, P. Les langues spécialisées. Paris: Presse Universitaire de France, 1995.

L’HOMME, M-C. Sur la notion de terme. Meta: journal des traducteurs, v. 50, n. 4, p. 1112–1132, 2005.

L’HOMME, M-C. La terminologie: principes et techniques. Montréal: Les presses de l’université de Montréal, 2004.

LINGUEE. Dicionário Online. Disponível em: https://www.linguee.fr. Acesso em: 10 set. 2020.

MARTINET, A. Le synthème. In: La Linguistique, n°35-2, 1999.

MORTUREUX, M-F. La dénomination, approche socio-linguistique. In: Langages, 19ᵉ année, n°76. La dénomination. pp. 95-112, 1984.

PAMIES BERTRAN, A. Aux limites du limitrophes: à propos des catégories phraséologiques. In: SFAR, I., BUVET, P-A. (Coord.). La phraséologie entre fixité et congruence. Louvain-la-Neuve: Academia l’Harmattan, 2018.

PETIT, G. La dénomination: approches lexicologique et terminologique. Louvain: Éditions Peeters, 2009.

PIACENTINI, V. Q. et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee/Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, vol. 23, no 2, p. 91-298, 2015.

POLGUÈRE, A. Lexicologia e semântica lexical: noções fundamentais. Tradução de Sabrina Pereira de Abreu. São Paulo: Contexto, 2018.

REY, A. La terminologie: noms et notions. Collection « Que sais-je ? ». Paris: P.U.F, 1979.

SAGER, J. C. A practical course in terminology processing. Amsterdam: John Benjamin's Publishing, 1990.

SALVATI, S. S.; MILONE, P. C. Ecoturismo no pantanal brasileiro e boliviano: estudo de políticas e alternativas sustentáveis. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2002.

THOIRON, P. La terminologie multilingue: une aide à la maîtrise des

concepts. Meta, 39 (4), 765–773, 1994.

UNESCO. Aire de conservation du Pantanal, 2000. Disponível em: http://whc.unesco.org/fr/list/999. Acesso em: 04 set. 2020.

WÜSTER, Eugen. Einführung in die allgemeine Terminologielehre und terminologische. Lexicographie, INFOTERM/Handelshojskolen i Kobenhavn, 1985.

Downloads

Publicado

27-12-2021

Como Citar

Delmond, T., & Marques, E. A. (2021). Fraseotermos de língua espanhola na denominação da avifauna do Pantanal Sul-mato-grossense: um estudo com base em materiais ornitológicos. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 50(3). Recuperado de https://revistas.gel.org.br/estudos-linguisticos/article/view/2967

Edição

Seção

Artigos