A síncope no latim vulgar e no português

Autores

Palavras-chave:

metaplasmos, síncope, divergentes, lei do menor esforço, linguística histórica.

Resumo

Tendo em vista a metáfora utilizada por Serafim da Silva Neto em sua História do latim vulgar segundo a qual a língua falada seria um rio e a língua escrita culta a justaposição de camadas de gelo em sua superfície, exploramos certos fatos linguísticos relativos aos metaplasmos (sob a perspectiva da gramática histórica) que, correntes no latim, continuam seguindo seu curso no português. Procuramos restringir o estudo a um metaplasmo de subtração de amplo alcance, a síncope, considerando-o à luz da “lei do menor esforço”. Assim, focamos manifestações desse fenômeno no latim vulgar e no português atual para discutir sua produtividade e conceptualização. Quanto ao corpus, utilizamos o Appendix Probi e palavras extraídas de contextos não-formais, figurantes nas redes sociais, além de termos oriundos de material jornalístico e literário.

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Biografia do Autor

Antonio Carlos Silva de Carvalho, Sem vínculo institucional

Doutor em Filologia Românica pela Universidade de São Paulo.

Marcelo Módolo, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, São Paulo, Brasil

Professor Doutor II de Filologia e Língua Portuguesa do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

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Publicado

27-12-2021

Como Citar

Carvalho, A. C. S. de, & Módolo, M. (2021). A síncope no latim vulgar e no português. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 50(3). Recuperado de https://revistas.gel.org.br/estudos-linguisticos/article/view/3017

Edição

Seção

Artigos