Nome próprio e identidade em Marechal Cândido Rondon

Márcia Sipavicius Seide

Resumo


Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa sobre a escolha antroponímica que parte do princípio de que os nomes próprios apresentam significado associativo e investiga se, no município de Marechal Cândido Rondon, os nomes próprios de pessoa sinalizam relações identitárias. Analisada uma amostragem de certidões de nascimento de 1961 a 2001, observou-se que havia nomes indicadores de relações identitárias na comunidade de cultura germânica em1961; caídos em desusos, esses nomes passaram a ser vistos como nomes típicos de pessoas idosas. Em todo o corpus, somente quatro nomes indicam relações identitárias. Não obstante este resultado, há diferenças entre a comunidade de cultura germânica e a comunidade de cultura não-germânica: para nomes usados em ambas, há diferença na posição preferencial em que se encontram.

 


Palavras-chave


Onomástica; Antroponomástica; identidade

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