Verbos transitivos finitos e não finitos nos contextos de formação do acusativo preposicionado do português clássico: mudança na diacronia

Alba Verôna Brito Gibrail

Resumo


O Português Clássico licencia o acusativo preposicionado em orações declarativas finitas e não finitas. Em contextos com verbos finitos, o objeto direto preposicionado ocupa posições diferentes na estrutura da frase, incluindo a posição de tópico. A partir do séc. 18, diminui a formação de estrutura de acusativo preposicionado em todos os contextos, evoluindo, nesse tempo, a formação de sentenças transitivas na ordem SVO/VO, com objetos diretos sem preposição.


Palavras-chave


acusativo preposicionado; Português Clássico; ordem VSO; traços semânticos; mudança gramatical.

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